| |
| 19/2/2009 09:13:14 |
| CUT vai ampliar articulação com movimentos sociais no combate à crise |
| |
|
| |
Este é o momento para aprofundar a crítica ideológica ao capitalismo e às fórmulas por ele mantidas e que são os responsáveis pela crise econômica internacional. E não só criticar mas, em conjunto com os movimentos sociais brasileiros e internacionais, criar formas de intervir para mudanças estruturais de grande monta. Estas são algumas das decisões formuladas nesta terça-feira (17) no primeiro dos dois dias da reunião da Executiva Nacional da CUT, realizada em São Paulo.
Porém, no curto prazo, a Central deve manter a posição que tem adotado até aqui diante da crise, e preparar novas intervenções na mesma linha de enfrentamento, tendo como prioridade a luta pelos empregos, pelos salários e pela manutenção e ampliação de políticas e investimentos públicos.
Após análise de conjuntura apresentada pelo coordenador técnico do Dieese, Clemente Ganz Lúcio, houve outra conclusão sobre a crise: há sinais difusos sobre seu tamanho, profundidade e duração - alguns números recentes e declarações de diferentes setores empresariais brasileiros apontam para a retomada do ritmo da produção e do consumo e forte possibilidade de superação da fase mais aguda da desaceleração ainda no primeiro semestre, enquanto dados internacionais e mesmo internos acenam para a possibilidade de prolongamento das turbulências.
Diante desse quadro, a Executiva Nacional da CUT reafirmou que deve estar pronta para o pior dos cenários, tendo em perspectiva a necessidade de mobilização constante, o que inclui a manutenção e ampliação das greves em curso em diversas bases da Central e organização de novos protestos e manifestações de rua. Da mesma forma, continuar elaborando propostas e intervenções que criem alternativas que preservem os empregos e os salários.
Clemente afirmou que o PIB do Brasil precisa crescer pelo menos 3% em 2009. "Se crescermos abaixo disso, vai haver um aumento estrutural da taxa de desemprego para algo em torno de 15% da população economicamente ativa, o que seria terrível", disse.
Para o presidente da CUT, Artur Henrique, o desafio é manter a luta em diversas frentes, com o objetivo de justamente barrar as demissões e manter o mercado interno em ação, para garantir a taxa de crescimento necessária. "Nossa ação tem de se dar em duas linhas principais: o imediato, que exige ações pontuais e rápidas, e a disputa intensa pela construção de um outro mundo necessário para o pós-crise", propôs.
Artur lembrou que, no plano imediato, é preciso disputar os espaços na mídia para contraditar o discurso da crise como justificativa para retirada de direitos; continuar lutando para a manutenção de investimentos públicos como valorização do salário mínimo e Bolsa-Família; investimentos em projetos que criem emprego e renda e aparelhem a infraestrutura do País; mobilização intensa pela ratificação da Convenção 158 da OIT (que inibe as demissões imotivadas e alta rotatividade do mercado de trabalho); campanha pela suspensão dos dividendos das companhias de capital aberto; uso do superávit primário para investimentos em políticas públicas, e pressão sobre os bancos para redução do custo do dinheiro e fim das taxas.
CUT (www.cut.org.br)
|
|
|
|